Coalizão global de telecom ganha UE como parceira estratégica

União Europeia entra na GCOT, coalizão global de telecom voltada a 6G, segurança de redes, Open RAN e diversidade de fornecedores

A União Europeia entrou como primeira parceira estratégica da Global Coalition on Telecommunications (GCOT), coalizão multilateral voltada à coordenação de políticas para infraestrutura de telecomunicações, segurança de redes, resiliência, inovação e futuras tecnologias, incluindo 6G. A adesão foi anunciada pela Comissão Europeia nesta segunda-feira, dia 4, durante reunião da coalizão em Ottawa, no Canadá.

A GCOT foi criada em 2023 por Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Japão e Austrália. Atualmente o grupo aparece com sete membros: Austrália, Canadá, Finlândia, Japão, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos. A União Europeia não entra como membro pleno, mas como parceira estratégica, com participação nas discussões, contribuição a frentes de trabalho conduzidas pelos governos integrantes e possibilidade de endossar publicações e iniciativas de forma voluntária.

Segurança, 6G e cadeias de fornecedores

A coalizão afirma que segurança, resiliência e inovação em redes de telecomunicações são temas globais. O documento de criação da GCOT estabelece como objetivos a cooperação entre governos, o intercâmbio de informações sobre políticas nacionais, a construção de consenso internacional e o diálogo entre formuladores de políticas públicas, indústria e academia.

O escopo inclui diversificação da cadeia de fornecedores de telecomunicações, 6G e futuras redes, segurança e resiliência, capacitação profissional e coordenação em padrões técnicos internacionais. O documento também prevê cooperação em pesquisa e desenvolvimento, incluindo programas conjuntos, cofinanciamento, aproximação entre laboratórios de telecom e criação de “pontes de inovação” entre ecossistemas nacionais.

Para a Comissão Europeia, a próxima geração de redes passa pela integração de IA, computação em nuvem, sensores e satélites. O bloco afirma que a cooperação internacional é relevante para objetivos como diversificação de fornecedores, segurança, resiliência, sustentabilidade e desenvolvimento de tecnologias futuras, incluindo 6G.

Open RAN e padrões internacionais

A GCOT também pretende atuar na formulação de visão e no desenvolvimento de padrões técnicos, como princípios de desagregação aberta, conformidade baseada em padrões, interoperabilidade demonstrada e neutralidade de implementação, em linha com referências como as Propostas de Praga sobre diversidade de fornecedores em telecomunicações e os princípios britânicos para Open RAN.

A coalizão afirma que não pretende substituir fóruns internacionais existentes. O objetivo declarado é coordenar abordagens em organismos multilaterais e apoiar atividades já em andamento, preservando o processo internacional de padronização liderado pela indústria e por múltiplas partes interessadas.

Cooperação com países em desenvolvimento

A referência a países fora do grupo está na intenção de ampliar a cooperação com parceiros internacionais, países em desenvolvimento e economias emergentes para fortalecer infraestrutura digital segura e resiliente. Integrantes podem identificar novos parceiros que envolvam indústria e academia nas atividades da coalizão.

Veja mais

Porto Digital atrai gigantes, lança projeto NERD e dobra aposta no capital humano

3 características que tornam startups brasileiras atraentes para investidores globais

Com novo nome, Catarina Capital amplia foco e lança fundo de R$ 100M

Private equity deixa espaço para estratégicos em M&A

Nuvini, de Pierre Schurmann, faz primeira aquisição desde o IPO na Nasdaq

Empresa do grupo GERTEC anuncia aquisição da MOBBUY

O que a Bíblia nos ensina no mundo dos negócios?

Planos de Stock Option: atração, retenção e motivação de colaboradores estratégicos

STJ decide que planos de stock options são impenhoráveis; entenda o impacto para sua startup