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DIFERENÇAS SINGULARES ENTRE VESTING, STOCK OPTIONS E PHANTOM SHARES NO MERCADO DE STARTUPS

No mundo empresarial contemporâneo, as estratégias de remuneração e incentivo de talentos têm evoluído constantemente para atender tanto às necessidades dos empregadores e investidores quanto às aspirações dos empregados. Entre essas estratégias, o vesting, as stock options e as phantom shares se destacam como ferramentas cruciais para alinhar os interesses dos funcionários com os objetivos de longo prazo da empresa. Este artigo visa explorar em profundidade cada uma dessas abordagens, destacando suas características fundamentais e práticas, benefícios e as implicações legais envolvidas. Ao compreender como esses mecanismos funcionam e são implementados, tanto empregadores quanto empregados podem melhor aproveitar esses instrumentos para fomentar um ambiente de trabalho mais engajado e produtivo. Assim, mergulharemos nas nuances comparativas dessas opções de compensação que são vitais para a moderna gestão de talentos e crescimento empresarial.

Aspecto Vesting Stock Options Phantom Shares
Definição
Processo pelo qual um funcionário ganha direitos sobre benefícios concedidos pelo empregador ao longo do tempo.
Contratos que dão aos funcionários o direito de comprar ações da empresa a um preço fixo em algum momento no futuro.
Compensação baseada em ações que não envolve a emissão real de ações da empresa.
Natureza da Compensação
Benefícios concedidos ao longo do tempo.
Direito de comprar ações a um preço fixo no futuro.
Pagamentos em dinheiro com base no aumento do valor das ações.
Riscos e Recompensas
Benefícios vinculados à permanência na empresa.
Potencial de lucro se o preço das ações aumentar.
Potencial de lucro sem o risco direto de perder dinheiro.
Impacto na Estrutura de Capital
Não afeta diretamente a estrutura de capital.
Dilui a participação dos acionistas existentes.
Não afeta a estrutura de capital da empresa.
Motivação dos Funcionários
Incentiva a lealdade e permanência.
Incentiva o desempenho e a dedicação.
Proporciona interesse no desempenho da empresa.
Estágios de Maturidade das Startups
Principalmente para estágios iniciais e de crescimento, onde a retenção de talentos é crucial.
Comumente usadas em estágios de crescimento e expansão, quando as startups buscam recompensar e reter talentos valiosos.
Pode ser aplicável em qualquer estágio, mas mais comum em startups maduras que buscam incentivar o desempenho e a produtividade.
Período de Cliff/Duração
Geralmente entre 6 e 12 meses para o primeiro ano, com um cronograma de vesting mensal ou trimestral após o período de cliff.
Geralmente entre 1 e 4 anos, com um período de cliff entre 1 e 2 anos, seguido de um cronograma de vesting anual ou trimestral.
Geralmente não possui período de cliff, com benefícios concedidos imediatamente e um cronograma de pagamento determinado.
Percentual do Cap Table (Brasil)
Geralmente reservado entre 4% e 10% do capital total, dependendo do estágio da startup e da senioridade dos funcionários.
Varia amplamente, mas comumente entre 4% e 15%, dependendo da senioridade, função e contribuição do funcionário.
Geralmente é uma porcentagem menor do que o total de ações em circulação, muitas vezes variando de 1% a 5%.
Vantagens para Startups
Incentiva a permanência de funcionários-chave.
Pode atrair talentos qualificados com potencial de crescimento.
Proporciona incentivos sem diluir a propriedade da empresa.
Desvantagens para Startups
Pode ser menos atraente para funcionários que buscam recompensas financeiras imediatas.
Pode ser complexo de gerenciar e administrar.
Os funcionários não têm direito real às ações da empresa.
Riscos para Startups
Pode dificultar a gestão de caixa, pois os benefícios são concedidos ao longo do tempo, criando obrigações futuras de pagamento.
Diluição da participação acionária dos fundadores e investidores existentes, especialmente em rodadas subsequentes de financiamento.
Pode causar confusão sobre a propriedade efetiva da empresa e seus direitos associados, potencialmente impactando a cultura organizacional.
Riscos para Funcionários
Se a startup falhar ou não atingir o sucesso esperado, os benefícios de vesting podem se tornar sem valor.
Se o preço das ações não auementar ou diminuir, as stock options podem não oferecer nenhum benefício financeiro.
Os funcionários não têm direito direto à propriedade da empresa, o que pode resultar em falta de transparência e incerteza sobre seus benefícios.
Exemplos de Empresas Brasileiras
Nubank, iFood, StoneCo
PagSeguro, Movile, QuintoAndar
Mercado Livre, Magazine Luiza, Banco Inter
Fundos de Investimento ou Corporações que apoiam essa prática
Kaszek Ventures, Monashees, SoftBank
Valor Capital Group, Redpoint eventures, Astella Investimentos
Gávea Investimentos, General Atlantic, XP Investimentos
Fundamentação Legal no Brasil
Regulada por meio de contratos privados entre empregador e funcionário, observando as leis trabalhistas e societárias aplicáveis.
Regulada por meio de contratos privados entre empregador e funcionário, observando as leis trabalhistas e societárias aplicáveis.
Regulada por meio de contratos privados entre empregador e funcionário, observando as leis trabalhistas e societárias aplicáveis.
Livros Recomendados
"Venture Deals: Be Smarter Than Your Lawyer and Venture Capitalist" - Brad Feld e Jason Mendelson
"The Option Trader's Workbook: A Problem-Solving Approach" - Jeffrey Augen
"Phantom Stock and Stock Appreciation Rights: Creating Value Without Diluting Ownership" - Scott S. Rodrick
Livros Recomendados (Autores Brasileiros)
"A Nova Lei de Franquias Comentada" - Alexandre David Santos
"Mercado de Opções: Conceitos e Operações" - José Kobori
"Phantom Shares e Outras Alternativas de Remuneração" - Marcelo Claudino

Em muitas startups de tecnologia, a título de exemplo, como a fictícia “Tech Innovate”, o vesting é utilizado como parte da oferta de emprego para desenvolvedores de software e executivos. Por exemplo, “Tech Innovate” oferece até 20% de vesting anual após um período inicial de carência de um ano, chamado Cliff. Isso significa que os funcionários começam a acumular sua parte na empresa após completar o primeiro ano, incentivando-os a permanecer e contribuir com o crescimento da startup desde o início, mas considerando o longo prazo.

Tomemos o caso da “HealthApp”, uma startup no setor de saúde digital. Ela oferece stock options com um período de carência de três anos, após o qual os funcionários podem exercer suas opções dentro de um período de dez anos. Isso não apenas ajuda a reter talentos, mas também permite que os funcionários se beneficiem diretamente do aumento do valor da empresa resultante de seu trabalho e inovação.

A startup “Eco Green”, que trabalha com soluções sustentáveis, utiliza phantom shares para compensar seus líderes de equipe sem diluir o capital acionário. Essas ações fantasmas estão atreladas ao desempenho da empresa e à consecução de metas específicas de sustentabilidade, pagando um bônus em dinheiro baseado no valor dessas metas alcançadas.

Ao considerar a implementação de vesting, stock options ou phantom shares, as startups devem atentar para a criação de planos que não apenas incentivem a retenção e o engajamento dos funcionários, mas que também se alinhem aos objetivos estratégicos de longo prazo da empresa. É essencial que esses planos sejam transparentes e bem comunicados para garantir que todos os envolvidos entendam seu funcionamento e os benefícios potenciais. Não se esqueça que a materialização dessas estratégias dependerá dos resultados obtidos para os envolvidos.

Além disso, é recomendável que as startups consultem especialistas em compensação e advogados para garantir que seus planos de incentivo estejam em conformidade com as leis e regulamentos aplicáveis, especialmente considerando as variáveis legais e fiscais envolvidas.

Finalmente, o sucesso dessas estratégias depende não apenas de sua concepção e implementação, mas também de uma cultura corporativa que valorize e reconheça o desempenho e contribuição dos empregados. Portanto, enquanto ferramentas como vesting, stock options e phantom shares são poderosas, e devem ser difundidas, mas devem ser parte de um sistema holístico de gestão e motivação de talentos que promova um ambiente de trabalho positivo, produtivo e de resultado prático, mensurável.

Por: Isanex

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