Todo founder brasileiro já ouviu um número de valuation que pareceu arbitrário — e provavelmente já apresentou um também. O problema não é falta de ambição: é que a maioria das startups no Brasil negocia valor usando benchmarks americanos de 2021, enquanto investidores locais já recalibraram para a realidade de 2024 — Selic de dois dígitos, menor liquidez de exit e múltiplos comprimidos em até 60%. Esse descompasso é responsável por 60% dos impasses em negociações de valuation, e custa caro: o founder que não sabe justificar o número perde poder de mesa antes mesmo de começar a discutir participação.
Este guia da ISANEX foi construído para fechar essa lacuna. Em 10 capítulos com exemplos numéricos em reais e benchmarks calibrados para o ecossistema brasileiro de 2023–2025, o material cobre o espectro completo de métodos — do Berkus e Scorecard para quem ainda não tem receita, passando pelo VC Method, rNPV e First Chicago para rodadas mais avançadas, até os instrumentos de captação, a anatomia dos down rounds e a negociação efetiva com fundos. O objetivo é simples: transformar o founder de suplicante que espera um cheque em parceiro técnico que discute premissas — porque premissas são negociáveis, e números sozinhos não são.