Ramp negocia US$ 750 mi e avaliação acima de US$ 40 bi

Ramp negocia US$ 750 mi com valuation acima de US$ 40 bi, seis meses após US$ 32 bi. Startup de gastos corporativos faturou US$ 1 bi em 2025.

A Ramp negocia uma rodada de US$ 750 milhões que pode elevar seu valuation para mais de US$ 40 bilhões, segundo o TechCrunch, seis meses após a startup de gestão de gastos corporativos ter atingido US$ 32 bilhões em sua última captação. O CEO Eric Glyman afirmou que a empresa atingiu US$ 1 bilhão em receita em 2025, dobrando o faturamento em um ano. As negociações ainda não foram concluídas e os termos podem mudar.

 

Ramp: histórico de captações (2025-2026)

PeríodoMontanteValuationInvestidor
Jul 2025US$ 200 miUS$ 16 biFounders Fund
Jul 2025US$ 500 miUS$ 22,5 biIconiq
Nov 2025US$ 300 miUS$ 32 biLightspeed
2026 (neg.)US$ 750 miUS$ 40 bi+Em negociação

Histórico de captações da Ramp. Fonte: TechCrunch

De US$ 16 bi a US$ 40 bi: quatro rodadas em menos de um ano

O ritmo de captações é incomum até para os padrões do Vale do Silício: a Ramp completou três rodadas em 2025, partindo de US$ 16 bilhões com a Founders Fund em julho até US$ 32 bilhões com a Lightspeed em novembro. A empresa, fundada em 2019, opera software de controle de gastos e cartões corporativos para empresas. O desempenho financeiro sustenta as avaliações: em setembro de 2025, a Ramp já havia atingido US$ 1 bilhão em receita anualizada. Para contexto, a Plaid atingiu US$ 8 bilhões em sua última rodada, em fevereiro de 2026, outro sinal do apetite dos investidores por infraestrutura financeira.

A rodada atual ainda está em fase de negociação: investidores, montante final e valuation exato não foram confirmados. O salto de US$ 32 bilhões para mais de US$ 40 bilhões em seis meses representa um crescimento de pelo menos 25% no valuation, um reflexo direto do marco de US$ 1 bilhão em receita reportado por Glyman, que afirmou que a empresa “havia atingido US$ 1 bilhão em receita, dobrando o faturamento em um ano”.

O que observar

A velocidade das captações levanta a questão sobre o destino do capital. Startups no segmento de gestão de gastos corporativos costumam usar rodadas dessa magnitude para expansão internacional, aquisições ou desenvolvimento de produtos financeiros próprios, como contas bancárias e crédito. A rentabilidade de longo prazo do modelo, que compete diretamente com bancos corporativos tradicionais, depende de manter crescimento de receita acima do ritmo de queima de caixa, especialmente com valuations que precificam crescimento agressivo nos próximos anos.

Fonte: let’s money.
Por:
Gabriel Pereira

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